Thursday, July 13, 2006

O meu nome é Morfose. Ana Morfose.

Quem? O quê? Onde? Humm?

O título deste post não é muito sugestivo. Mas o blog é meu e eu faço o título como eu quiser!!! Do que estamos a falar? Anamorfose. E o que raio é "anamorfose"? É uma imagem que é feita de uma forma deformada de modo a que toma a forma que se pretende apenas quando é vista de um certo ângulo desejado. À direita do texto temos a imagem de um quadro chamado "The Ambassadors" e encontra-se na National Gallery em Londres (sim... já tinha falado de outro quadro de lá). Foi pintado por Hans Holbein the Younger em 1533 e usa o método de Anamorfose. Alguns reparam logo e outros demoram um pouco mais mas conseguem perceber onde se encontra uma anamorfose no quadro? Por baixo da mesa, aquela coisa comprida que parece uma baguete podre é na realidade uma caveira distorcida, de modo a que, quando o quadro é visto de um certo ângulo, a caveira seja facilmente observada (o quadro foi feito para ser colocado numa escadaria e quando as pessoas subiam viam a caveira. Provavelmente este método interessante foi inventado por alguém muito vesgo. Ele na realidade desenhou uma baguete podre, mas as pessoas diziam "Fantastico!! Quando estamos a subir as escadas neste angulo vejo que é uma caveira que está pintada! Genial!". E ele pensava "Ok.. ok.. desde que paguem... até me podem atar, bater com um chicote, colocar-me bolas de naftalina nas orelhas e tudo o mais que se lembrarem.".
Passeios de arte
Hoje em dia existe outro artista que utiliza o mesmo método mas com outro tipo de pintura. Na realidade ele usa giz para criar grandes obras de arte nos passeios de grandes cidades por todo o mundo. Ao utilizar essa técnica ele consegue dar uma sensação de profundidade às suas obras que, a partir de certo angulo, dão uma assustadora sensação de realidade. Bem, nem sempre assustador como se vê na imagem da direita. No final do post estão links para mais imagens de obras deste artista.

Utilidade

Qual é mesmo a utilidade desta técnica sem ser alegrar as massas? Existe uma utilidade que na realidade já está implementada na maioria das cidades. Quando estamos a andar por uma estrada e aparecem sinais ou avisos desenhados no chão todos eles são deformados (esticados) de modo a que o condutor que está a ver esses avisos de um ângulo pequeno (não de cima) veja um aviso tal deve ser visto. Como eu sou preguiçoso e não me apeteceu ir fotografar nas estradas de lisboa um exemplo, mostro então um exemplo de Londres apresentado nas imagens do lado direito.

Links
http://www.anamorphosis.com/
Obras de Julian Beever

Wednesday, July 12, 2006

Vim, vi e... desmaiei?

Síncope Neurocardiogénica
Hoje venho falar de uma experiência que tive ao fazer um exame médico pouco comum. Desde pequeno que tenho propensão para desmaiar e isso pode colocar por vezes alguns problemas (desmaiar a conduzir, desmaiar a nadar no mar, desmaiar quando estamos mesmo mesmo quase a enfiar a bola preta que nos vai fazer ganhar finalmente um jogo de snooker contra um amigo que nos ganha há anos). Devido a estas gravissimas situações, um médico a que fui decidiu que eu tinha que ir fazer um "Teste do Tilt". Tendo feito uma rectoscopia até ao colon uns tempos antes, obviamente que fiquei assustado com o nome daquele exame, chegando mesmo a pensar em comprar um cinto de castidade. Mas depois foi-me explicado que eu só teria de me deitar numa cama que iria ser colocada a um certo ângulo de inclinação, para me tentarem induzir um desmaio. Normalmente não acharia piada a alguém que diz que me vai deixar knock-out mas pensando que poderia ser pior como me enfiarem camaras no rabo (sim.. a rectoscopia implicou enfiarem uma camara de video bem comprida pelo rabo acima) lá concordei.

Teste do "Tilt"
Como o próprio nome indica, o teste implica uma inclinação. Somos atados a uma cama (o que em algumas circunstâncias pode ser algo tremendamente interessante.. que não é o caso), injectam-nos coisas (nem perguntei o que era... eu sou assim.. muito dado... ainda hei-de acordar algures, numa banheira de gelo, sem os rins.. ou pior), e depois a cama começa a rodar até que ficamos quase em pé (cerca de uns 70º). Depois o técnico senta-se na boa a ler o jornal (sim, porque se desmaiarmos a máquina deve estrabuchar sozinha) e espera que a pessoa desmaie. Digamos que comigo a coisa foi um pouco diferente. Eu não dei tempo para o homem abrir o jornal porque desmaiei em 11 segundos (penso que bati algum tipo de record mas a unica coisa que me ganhei foram injecções). Pelo menos despachei-me rápido. Os efeitos secundários, como podem ver na foto ao lado, foram bastante visiveis. Passei a ter que usar soutien.

Razões que a razão desconhece
Porque razão desmaiam as pessoas? 50% dos desmaios são provenientes do problema que este "Teste do Tilt" examina. Quando nos colocamos em pé existe a tendência (devido à gravidade) do nosso sangue se alojar na zona da pernas. Isso dificulta que o sangue volte ao coração para ser enviado para o cérebro. O cérebro, chato como é, está sempre a chatear que quer oxigénio e mariquices dessas, e quando vai pouco sangue para o cérebro vai pouco oxigénio para o cérebro e o cérebro arma-se em "choininhas" e "mete nojo" e desliga-se (o desmaio). Mas o corpo, farto dessas cenas, tem maneiras de compensar esse desiquilibrio, que incluem aumentar o ritmo cardiaco e aumentar a pressão sanguínea "apertando" as veias das pernas. Existem pessoas em que muitas vezes e em algumas situações essa compensação não é feita pelo corpo e então têm desmaios mais frequentemente que as outras pessoas. Este teste serve mesmo para isso. É como fazer parte de um clube, em que nas fotos dos eventos estamos todos deitados sem sentidos. Os médicos em geral dizem que os desmaios não geram nenhum tipo de lesão cerebral. Claro que eles não estão de certeza a contar com todas as vezes que bati com a cabeça por ter desmaiado. Claro que só tem é que levar, visto que é a cabeça a culpada do desmaio.

"Se costuma desmaiar, se bate muitas vezes com a cabeça no chão... junte-se a nós "Examinados pelo Tilt". Descubra um mundo com futuro."

Conclusões (a pedido da inês)
No final disto tudo fiquei a saber que apenas necessitaria tomar uns comprimidos para controlar a situação. Mas como eu sou esquecido e como a mim até começa a ser raro ter este problema decidi não tomar os comprimidos. Mas foi-me dito que há pessoas com este problema com tanta gravidade que chegam a ter de usar Pace Maker.

Links

Thursday, July 06, 2006

A Língua Faustiana

Eu voto por mudarmos a língua portuguesa. Se há razão para eu cometer tantos erros de português é pelo facto desta língua ser demasiado complicada. Proponho então mudar a nossa língua e como tal devemos chamar a nova língua, a língua "Faustiana" em tributo a mim.
Vamos às regras.

A letra 'S' chama-se ésse por alguma razão. Devia ser sempre esse o som que produz. Então porque raio de vez em quando a letra 's' lê-se como 'z'? Na nova língua Faustiana não há cá confusões destas. Se é para ler "zê" então usamos um 'z' e acabou. E já agora, "passeio" tem dois 's' por causa dessa gayzice do 'z'. "Passeio" passa-se a escrever "paseio" e mais nada. Quem é que se lembrou de meter dois ésses para fazer o som de ésse?
A letra 'C' (que se lê "cê") deixa de tanta ambivalência na criação de sons. Proponho que a letra 'Q' desapareça de vez para dar lugar à letra 'C' que se passa a chamar "quê". A letra 'Q' não serve para nada. Além disso vem sempre acompanhada por uma porcaria de um 'U' que não se lê a maioria das vezes. Só ocupa espaço e só confunde as crianças. "Quando" passa para "cuando", "querias" passa para "cerias", e mais nada! Acabámos de simplificar a nossa língua e mandar uma letra para o caraças. Vamos no bom caminho! Por falar em "caraças"! Quem é que inventou a porcaria do 'Ç'? Há lá coisa mais estranha? Diferente das outras letras, com uma porcaria pendurada e que se lê como um 'S'. Esta também desaparece e ficamos com o 'S' nessas situações, e ficamos com uma tecla livre no teclado.
Agora expliquem-me porque raio é que alguém teve o trabalho de criar a letra 'X' se estamos sempre a usar "CH"? Eu vou abolir o "CH" e só se usa a letra 'X'.
Ridículo também é o facto de no meio das palavras por vezes usamos o 'N' e outra o 'M' para dar o som "mmmmmm". Tão a ver? Para dar esse som eu usei o 'M'. Vai ser 'M' para todos os casos e não só antes de um 'P' e 'B'. Cena mais ridícula. Porque raio haveria de ser só antes de um 'P' ou de um 'B'? Só porque têm umas bossas? É 'M' para todos e mais nada!
Depois temos a questão dos acentos. Até posso compreender a utilização de acentos na língua portuguesa. Mas porque raio existem acentos para os dois lados? E ainda por cima há um que é só para a letra 'A'. Fica tudo para a direita que até vai bem com a direcção da escrita.
Há também uma quantas vezes que aparecem palavras com a letra 'H'. Ainda posso compreender em situações como "há" e "à", mas por exemplo a palavra "humano"? Fica "umano" e mais nada! Qual a regra? Perguntem-me na altura que eu vejo caso a caso, conforme me soar bem.
Quantos aos hífens eu detesto-os, nunca sei onde os pôr, e como tal são todos abolidos!
Breve tradução dos lusíadas em Faustiano

As armas e os Barões asinalados
Ce da Osidemtal praia Luzitana
Por mares numca de amtes navegados
Pasaram aimda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforsados
Mais do ce prometia a forsa umana,
E emtre gemte remota edificaram
Novo Reino, ce tamto sublimaram;
E também as memórias gloriozas
Daceles Reis ce foram dilatamdo
A Fé, o Império, e as terras visiosas
De África e de Ázia amdaram devastamdo,
E aceles ce por obras valerozas
Se vão da lei da Morte libertamdo,
Camtamdo espalharei por toda parte,
Se a tamto me ajudar o emgenho e arte.
Cesem do sábio Grego e do Troiano
As navegasões gramdes ce fizeram;
Calese de Alexamdro e de Trajano
A fama das vitórias ce tiveram;
Ce eu camto o peito ilustre Luzitano,
A cem Neptuno e Marte obedeseram.

Sunday, July 02, 2006

Kirigami

O que raio é Kirigami?
Antigamente, os japoneses não tinham uma industria tão diversificada de produtos eróticos, de bonecada despida e de desenhos animados de raparigas novinhas sempre de saia curta e com as cuecas a verem-se. Como tal tinham de arranjar outras formas de se entreter enquanto esperavam por esses novos e divertidos tempos. Algumas vezes andavam à porrada uns com os outros no que se desenvolveu mais tarde como artes marciais japonesas. Outras vezes (quando vinha ao de cima a parte mais enfeminada deles, ou quando já tinham levado porrada suficiente para uma semana) viravam-se para brincar com papel. Ora já todos conhecemos ou ouvimos falar de "Origami" (e se não ouvimos deviamos ter ouvido e deviamos ver mais filmes.. sim porque o melhor meio de nos cultivarmos é papar filmes a torto e direito e de preferencia com muitos japones a se chacinarem). Origami era a antiga arte de fazer bonecada (lá está, já era a base para a bonecada despida de hoje em dia) a partir de dobragens de papel. O cisnezito e barquitos que faziamos em pequenos dobrando papel provém desta técnica antiga japonesa (incluindo os aviõezitos de papel que voavam sempre de modo perfeito direitinhos aos chão). Entretanto algum japonês achou que apenas dobrando papel não conseguia fazer todo o tipo de coisas que queria (era mas é preguiçoso para tentar e queria era logo cortar) e então decidiu que ia cortar o papel. Daí nasceu o Kirigami. Fazer coisas giras em papel cortando e colando.

Livros e cartões "Pop-up"
Na realidade o meu objectivo com este post não era falar de toda a extensão das possibilidades de Kirigami mas sim de uma em especifico. Eu (e provavelmente alguns de vocês) quando era pequeno adorava ler aqueles livros em que ao abrirmos a proxima página a cena aparecia em relevo em 3 dimensões e, geralmente, podiamos fazer mexer as personagens puxando pequenas alavancas de papel, ou abrindo janelas, etc. Este conceito pode também ser aplicado a cartões de aniversário e casamento. Uma pessoa envia um cartão de melhoras a um doente com uma mensagem no exterior "Espero que te cures rápido..." e quando abre TCHAM!!! um caixão em 3d todo realista que dá para abrir e ver a foto da pessoa lá dentro, com montes de flores em relevo, e com a mensagem a dizer "... ou ainda acabas na caixinha!". As possibilidades são inúmeras. Os mafiosos também faziam algo do género mas não era com papel. Eram caixinhas com dedos de pessoas para servir de aviso. Mas o bonito é isso! É usarmos a nossa imaginação e criar sempre algo inovador.

Ideias... Ideias...
Se há algo que eu sei e que tenho a certeza é que não há nada que uma mãe ou uma namorada goste mais do que receber algo feito artesanalmente por nós. Se oferecemos um cartão a uma namorada feito integralmente por nós e se meteu tesoura e cola e afins ela derrete-se completamente (aos homens basta uma cerveja em que a tampa foi retirada artesanalmente pela mulher e trazida artesanalmente à sala no meio de um jogo de futebol). Por isso tomem este post como uma ideia de reavivarem a chama da relação e receberem muitos "miminhos". A ideia é criar um cartão em que o interior se desdobra todo ao ser aberto de modo a ficar uma cena 3d. Existem inúmeras técnicas e modos de fazer e vou no final deixar links para vários. Quanto mais jeito tiverem, ou paciência, melhor pode ficar o cartão. Podem usar fotos dos dois, podem usar outros materiais para colar, podem colocar partes moveis como os livros para crianças.
Ainda há pouco tempo oferecemos (eu e amigos meus) um cartão gigante (feito com uma cartolina dobrada ao meio) em que ao abrir aparecia uma cena a simular o fundo do mar, com vários "níveis" de rochas em relevo e com uma sereia no meio com a cara da aniversariante (isto porque a prenda era um baptismo de mergulho).

Links
http://www.technologystudent.com/designpro/popup1.htm
http://www.enchantedlearning.com/crafts/popupcards/
http://www.ehow.com/how_12254_make-snowman-pop.html
http://www.makersgallery.com/joanirvine/howto.html

Thursday, June 29, 2006

BookCrossing


Como "gamar" livros e não ser preso.

Imaginem o cenário. Vai uma rapariga toda jeitosa, com os seus cabelos loiros e os seus avantajados seios a um café, ela está a ler compenetrada, enquanto, esporadicamente, toca os seus suaves lábios na sua chávena de café, passando de seguida a lingua, em câmara lenta, pela boca num ritual bem sensual. Entretanto ela acaba de ler o livro, fecha-o, levanta-se, paga e vai-se embora. Em cima da mesa está o livro que ela deixou abandonado. Esqueceu-se? Era uma oportunidade de ir devolver e meter conversa. Afinal ela tinha uns belos sei...personalidade. NAAAAAA vou gamar o livro! Pegamos no livro e piramo-nos a correr e a gritar "ahahahah... este já é meu... sou eu contra o mundo.. ahahahah". Uma história bastante comum no dia a dia de cada um (acontece-me a um ritmo quase diário). Mas agora tiraram a piada à coisa. Porque agora é possivel que ao nos pirarmos com o livro, estejamos a fazer precisamente o que a dona do livro pretendia.


Isto leva-nos ao conceito base deste post. BookCrossing! (www.bookcrossing.com). Consiste em comprarmos um livro, lermos, e quando acabamos e sabemos que não o vamos ler mais, inscrevemos o nosso livro no site, colocamos-lhe uma etiqueta com a referência de registo e largamo-lo em qualquer lado para outra pessoa que se interesse em ler o livro o leve e, possivelmente, escreva uma entrada no site indicando por onde ele anda agora. No site ficam os "diários de viagem" dos livros e podemos saber que o nosso livro foi parar um país qualquer estranho. Posso ficar a saber por exemplo que o meu exemplar do "Fuga dos chatos para a índia" está a fazer as delicias de uma criança chinesa na Russia, ou que o meu exemplar do "Use a flatulência para seu beneficio" está a mudar a vida de uma criança pobre da Índia. E digamos seriamente que hoje em dia as viagens estão caras, e assim ao menos viajam os livros.

Eu sei o que estão a pensar. "Está um gajo a trabalhar para comprar os livros para depois andar praí a distribuir por esses maltrapilhos pseudo-intelectuais que não fazem nenhum sem ser andar a passear". Mas na realidade quantos livros leu duas vezes? E aqueles que vai ler outra vez pode sempre guardar. Mas há de certeza uns quantos que já desejou várias vezes "acidentalmente" atirar pela janela por estarem a ocupar o espaço que poderia ser para a sua sardinha embalsamada capturada com muito orgulho na sua viagem nautica pelo rio Trancão. Que mais não seja pode sempre fazer parte dos que vai procurar livros destes, leva para casa, lê (ou bate na tola com ele ou o que raio faz você com os livros), insere uma entrada no histórico do livro no site e de seguida deixa o livro noutro sitio qualquer para outra pessoa pegar nele. E, com o passar do tempo, pode ir vendo o historial daquele livro que esteve nas suas mãos e por onde ele vai andando. Se por acaso o livro cheira muito mal, convém ir ao site ver por onde ele andou antes de o manusear e meter depois os dedos na boca (ou chuchar no livro, seja você um desequilibrado).
Em Portugal
Alguns sitios conhecidos de bookcrossing em portugal são em Lisboa: o bar Agito, no Bairro Alto, a livraria Clepsidra, nas Picoas, e o Tejo Bar, em Santa Apolónia. No Porto:Cafetaria do Palácio e no Café de Santa Catarina.
Links
www.bookcrossing.com (Site Oficial)
http://www.bookcrossing.com/forum/19 (Forum do bookcrossing em português)
http://www.rinaldiweb.it/eurobc/pt/index.htm (comunidade portuguesa de bookcrossers)

Tuesday, June 27, 2006

Estereogramas

Já estiveram na moda, já passaram de moda, mas continuam a ser fascinantes. Os estereogramas são o melhor e mais divertido exemplo de como o nosso cérebro está cá para ser enganado. Penso até, quanto tiver tempo, tomar conta do cérebro de todos os terrestres através de estereogramas. Mas a falta de tempo sabem como é.
Para quem não sabe, estereogramas são imagens que, quando olhamos de uma certa forma, nos dão a sensação de 3 dimensões. Isto sem ajuda de oculos especiais como nos filmes. Isto acaba por ter piada, porque está provado que o pessoal até é adepto destas "modernices". Viu-se bem a adesão do povo ao antigo filme "O monstro da lagoa negra" e as Das. Marias deste país revoltadas "Pronto! Já tá o raio do bicho aqui na sala a sujar isto tudo. Ainda hoje limpei a sala toda e vem-me este gajo pingar sangue praqui!!".
É um facto que os estereogramas têm pouca riqueza visual, visto que são imagens bem "ruídosas" e apenas nos dão a sensação da forma dos objectos, e não a sua côr ou textura. Mas quem quer saber? Desde que eu faça parte da "elite" de pessoas que consegue entortar os olhos e ver o raio da imagem (ou pelo menos fingir bem que consigo).
AH! Ainda não tinha dito, e alguns não sabiam. Pois. Para ver o raio das imagens é preciso entortar os olhos. Quem se treinou bem em miudo a entortar os olhos para fazer palhaçadas está meio caminho andando. Bem... na realidade é um pouco mais complexo. Existem algumas imagens que para observar basta entortar os olhos, mas a maior parte usa uma técnica mais "estranha" que consiste em focarmos os olhos no ponto que supostamente está no infinito, por trás do desenho. Explicar este conceito é que já é um verdadeiro desafio. O facto de nós "sentirmos" a distância até aos objectos e conseguirmos assim nos desviarmos das bostas do chão da rua (sim... eu tenho uma fixação por bostas), provém do facto de termos 2 olhos. Sim, o segundo olho não está cá para o caso de perdermos o outro, nem para podermos enfiar 2 dedos nos olhos. Os dois olhos estão ligeiramente separados (isto se vocês forem normais e esbeltos como eu) e essa pequena distância dá aos dois olhos uma ligeira perspectiva diferente sobre o que estamos a ver. O nosso cérebro pega nas duas e "calcula" a distância até aos objectos graças a ela. Os estereogramas o que fazem é fingir que temos ali duas imagens com uma perspectiva ligeiramente diferente e que juntas, no nosso cérebro, nos parecem uma só mas em que as várias partes dessa imagem estão a diferentes distâncias. No final de tudo só interessa como ver o raio das imagens.
Existem várias dicas de como ver um estereograma. Eu vou indicar a mais simples, e depois quem quiser vai procurar nos links que eu forneço. Ou então vão fazer outra coisa antes que vos salte os olhos da cara.

A ideia é olhar para o centro da imagem durante algum tempo e ir deixando os olhos relaxarem. O objectivo vai ser relaxar tanto os olhos que eles aos poucos começam a desfocar a imagem. Esse desfocar da imagem é o que se pretende. Com treino conseguimos deixar os olhos desfocarem mais e mais, como se estivessemos a ver através da imagem. A partir de um certo ponto conseguimos desfocar os olhos o suficiente para ver a imagem. É experimentar e treinar com a imagem que está ao lado. No inicio é dificil porque os olhos querem muito focar a imagem, porque é isso a que estão habituados. Mas como tudo, temos de treinar e treinar. Ou então espancar os olhos, mas eu não sou grande adepto.
Para quem quiser maltratar mais os olhos ficam aqui alguns links:
E para os maluquinhos dos jogos como eu, um mod para o quake 2 para jogarmos em modo de estereograma em tempo real:

Saturday, June 24, 2006

Brigada do Cagalhão

Há já algum tempo que em Lisboa existe um serviço fantastico, que correm os boatos se chamar: "MOTOCÃO". Basicamente são umas scooters especiais, munidas de uns potentes aspiradores, que são usadas por uns senhores em fatos todos especiais, e que andam pelos nossos passeios a salvar-nos dos ataques dos cagalhões caninos.
"Estava eu ali na minha vidinha, a andar pelo passeio, quando sou confrontado por um gang de cagalhões. Já me encontrava rodeada por uns 5 ou 6, quando fico de frente para o que parecia ser o chefe. Um cagalhão maior, com algumas cicatrizes de pisadelas e sabe-se lá mais que maus-tratos da vida. Parecia um cagalhão duro e o medo inundava-me. Quando oiço ao longe a aproximar-se algo, com um som de entregador de pizza, mas um aspecto tirado de um filme de ficção cientifica. Posso jurar que se notava o medo nos rostos dos cagalhões. De uma assentada, qual cavaleiro no seu lindo corcel munido de um aspirador de cagalhões, o meu novo heroi, livra-me de uma assentada dos 5 ou 6 prevaricadores ameaçadores (FLOMP!FLOMP!FLOMP!FLOMP!FLOMP!.... afinal eram 5.. mas todos ameaçadores). E eis que o meu mais novo heroi se afasta, qual cavaleiro para o pôr do sol, com a sua lança com cheiro a trampa para salvar outra vitima."
Isto podia ser uma historia de banda desenhada. E em qualquer altura convertida para cinema com um super heroi 3d. Mas isto é a realidade. São novos herois numa altura que as pessoas perderam a esperança. Claro que se as pessoas usassem o "saquinho", a arma mais eficaz contra a proliferação destas máfias de cagalhões caninos, estes herois são seriam necessários. Mas é um facto de que nunca vi nenhuma campanha a explicar e a ensinar as pessoas nesse sentido.
Entretanto podemos aproveitar e falar de números... números reais sobre a brigada do cagalhão.
"Em 2002 os cinco motocães que actuam na cidade recolheram 841.385 dejectos caninos. Mas, apesar de impressionante, este número só diz respeito às zonas da cidade onde é possível a actuação destas motas, ou seja, nas ruas onde os passeios têm mais de 90 centímetros de largura." (com esta quantidade tremenda de cagalhões capturados só me vem uma ideia à cabeça: quem é que raio tem um emprego que consiste em contar cagalhões apanhados da rua? Deve ter alto orgulho. Deve ter um daqueles nomes técnicos todos especiais de corrida: "Técnico de Contabilização e Estatística de Aquisição de Dejectos provenientes da espécie Canis Familiaris". Deve ser estilo "OH Manel!!! Tenho aqui mais um saquito para contabilizares. Ena!! Este parece cheio.. grande colheita!")

Artigo sobre os motocães

Wednesday, June 21, 2006

O verdadeiro código Da Vinci

Numa altura em que está toda a gente eufórica (vulgo "com ela aos saltos") pela história (e para muitos quase uma nova religião) "O Código Da Vinci", encontrei na net algo curioso e, ao que parece um pouco vulgar, acerca de um quadro de Da Vinci. Quem leu o livro, ou quem apenas viu o filme (como eu:P), lembra-se certamente que uma das pistas estava escondida por trás do quadro "Madonna on the rocks". Existem na realidade duas versões deste quadro. A primeira (a que aparece no filme e que se encontra no Louvre), que foi encomendada pela "Confraternidade da Imaculada Conceição", foi rejeitada pelos mesmos porque o raio do quadro estava cheio de pequenas anomalias "anti-cristãs" que pareciam querer dar, subtilmente, um ligeiro significado alternativo ao quadro (raio do gajo pah!!! maluquinho dos códigos). Resultado: toca de ser obrigado a fazer outro quadro, desta vez bem comportadinho. Essa segunda versão encontra-se na National Gallery em Londres (onde estive eu e a minha "gaija" em dezembro passado, e vale realmente a pena). Entretanto, o pessoal da National Gallery, que tem de fingir que trabalha para não serem despedidos, divertem-se a olhar para os quadros o dia todo e, hoje em dia com alta tecnologia, a perscrutar (palavra que devia ser mais cara enviar em telegramas) os quadros com infravermelhos (reflectografia de infravermelhos... espero que não doa! Sim.. porque eu já fiz uma rectoscopia e já sei o que a casa gasta). Entretanto descobriram (tal como em outros quadros) que por baixo do quadro existe outra figura, do inicio de outro quadro que se destinava àquela tela. Naquele tempos as telas deviam ser caras. Hoje em dia até nas lojas dos chineses temos telas para pintar. Este tipo de "segredos" existem ao pontapé pelos quadros do Louvre e da National Gallery. Uma boa visita guiada leva-vos a Códigos Da Vinci, Códigos Van Gogh, Códigos a dar com um pau. E já está mais que visto que para consumir histórias romanticas sobre códigos, estamos cá nós.
Para quem quiser saber um pouco mais sobre o quadro, sobre as suas metáforas e sobre o desenho escondido, pode ir ao site da National Gallery .

Tuesday, June 20, 2006

O meu primeiro POST!!!!

O primeiro BLOG! E aproveito e exagero logo colocando duas fotos e tudo. Quase que conseguimos retirar uma história das imagens. Numa estou a ser rodeado por um bando enorme de pombos, cena digna de Hitchcock e que aterrorizaria qualquer um. Mas eu já tinha visto o filme, e como tal tratei logo do pombo que estava mais perto, como podem ver na segunda foto. Chupadinho até ao osso:P
Mas pronto. Na realidade a primeira foto é o excesso de população de pombos no Martim Moniz (ainda se fosse no Marquês de POMBAL ahaahahahahahaargh cof cof). A segunda é um pombo companheiro e amigo, na fase de esqueleto, que nos faz companhia à janela do meu emprego.

Aproveito para dizer que a câmara do meu telemóvel é um cagalhão, mas no entanto vai servir para tirar muita foto para este Blog (ou talvez não, porque me conheço bem e isto do Blog vai andar às moscas montes de tempo sem eu escrever nada. Até porque quando escrevo muito tenho tendência para dizer coisas que me embaraçam e tal... ). Enfim, este é o primeiro Post e como tal tenho direito a divagar e falar sobre coisa nenhuma. Escrever e escrever, e depois de tudo espremidinho não temos nada para ler:P
Sem mais palha a adiantar me despeço com amizade.