Showing posts with label Arte. Show all posts
Showing posts with label Arte. Show all posts

Monday, February 05, 2007

Arte do "tempo do arco da velha"

Fui a Londres na passagem de ano. Eu e a minha "gaija". Quando se vai a Londres existem sempre umas quantas paragens obrigatórias a fazer. Umas quantas referem-se a museus. É um facto que os Londrinos e os turistas dão muita importância aos museus de Londres. Turistas que somos, fomos atrás da onda. Vimos muita coisa, e uma delas (novamente, visto que já lá fomos no ano passado) as obras de arte da National Gallery. Estava eu um dia sentado no chão a ouvir o que dizia o guia da visita guiada acerca de um quadro que ilustrava as "Bodas de Canã". Para quem não sabe, nas "Bodas de Canã" Jesus Cristo realiza o milagre de transformar a água em vinho, o que de certeza não dava muito jeito no banho mas que devia ser um sucesso nas termas do Vimeiro onde as pessoas bebem água mineral que jorra das fontes e que sabe a água de lavar os pés. Entretanto o guia faz uma observação interessante "E o que vemos aqui nesta parte do quadro? Pessoas que estão a trabalhar em servir os convidados da festa. Ora, temos aqui algo que não é muito comum nos quadros pela galeria fora. Vemos em muitos quadros pessoas a matarem e a estriparam-se, vemos pessoas a amar-se, mas vemos muito poucas pessoas a trabalhar". Foi quando me bateu (não foi o guia que me bateu, foi uma ideia)! Vinho e pouco trabalho! Isso parece-me bastante compatível com o meu país. Provavelmente também existirá um local onde eu possa admirar obras de arte com estes mesmos motivos. Hoje foi o dia em que fomos visitar o Museu Nacional de Arte Antiga de Lisboa. E realmente é um espanto. Além de quadros temos estátuas e temos ourivesaria. Podem sempre ir no primeiro domingo de cada mês às visitas guiadas ao museu e chamar a atenção para o facto de nunca ninguém estar a trabalhar nos quadros, para darem uma de entendidos. Claro que arriscam-se a ouvir da mulher "Ainda o mês passado teve cá um careca a dizer isso.". Quem!? Careca!? Eu??? Nahhh!

Tuesday, October 10, 2006

Arte que é arte!

Para quem acha que eu não falo sobre arte há muito tempo, temos aqui um belo exemplar de uma obra de arte que deixo à vossa consideração. Penso que vos trará lágrimas aos olhos por vos "massajar" a sensibilidade. Observem, meditem sobre o tema, cometem...

Thursday, July 13, 2006

O meu nome é Morfose. Ana Morfose.

Quem? O quê? Onde? Humm?

O título deste post não é muito sugestivo. Mas o blog é meu e eu faço o título como eu quiser!!! Do que estamos a falar? Anamorfose. E o que raio é "anamorfose"? É uma imagem que é feita de uma forma deformada de modo a que toma a forma que se pretende apenas quando é vista de um certo ângulo desejado. À direita do texto temos a imagem de um quadro chamado "The Ambassadors" e encontra-se na National Gallery em Londres (sim... já tinha falado de outro quadro de lá). Foi pintado por Hans Holbein the Younger em 1533 e usa o método de Anamorfose. Alguns reparam logo e outros demoram um pouco mais mas conseguem perceber onde se encontra uma anamorfose no quadro? Por baixo da mesa, aquela coisa comprida que parece uma baguete podre é na realidade uma caveira distorcida, de modo a que, quando o quadro é visto de um certo ângulo, a caveira seja facilmente observada (o quadro foi feito para ser colocado numa escadaria e quando as pessoas subiam viam a caveira. Provavelmente este método interessante foi inventado por alguém muito vesgo. Ele na realidade desenhou uma baguete podre, mas as pessoas diziam "Fantastico!! Quando estamos a subir as escadas neste angulo vejo que é uma caveira que está pintada! Genial!". E ele pensava "Ok.. ok.. desde que paguem... até me podem atar, bater com um chicote, colocar-me bolas de naftalina nas orelhas e tudo o mais que se lembrarem.".
Passeios de arte
Hoje em dia existe outro artista que utiliza o mesmo método mas com outro tipo de pintura. Na realidade ele usa giz para criar grandes obras de arte nos passeios de grandes cidades por todo o mundo. Ao utilizar essa técnica ele consegue dar uma sensação de profundidade às suas obras que, a partir de certo angulo, dão uma assustadora sensação de realidade. Bem, nem sempre assustador como se vê na imagem da direita. No final do post estão links para mais imagens de obras deste artista.

Utilidade

Qual é mesmo a utilidade desta técnica sem ser alegrar as massas? Existe uma utilidade que na realidade já está implementada na maioria das cidades. Quando estamos a andar por uma estrada e aparecem sinais ou avisos desenhados no chão todos eles são deformados (esticados) de modo a que o condutor que está a ver esses avisos de um ângulo pequeno (não de cima) veja um aviso tal deve ser visto. Como eu sou preguiçoso e não me apeteceu ir fotografar nas estradas de lisboa um exemplo, mostro então um exemplo de Londres apresentado nas imagens do lado direito.

Links
http://www.anamorphosis.com/
Obras de Julian Beever

Sunday, July 02, 2006

Kirigami

O que raio é Kirigami?
Antigamente, os japoneses não tinham uma industria tão diversificada de produtos eróticos, de bonecada despida e de desenhos animados de raparigas novinhas sempre de saia curta e com as cuecas a verem-se. Como tal tinham de arranjar outras formas de se entreter enquanto esperavam por esses novos e divertidos tempos. Algumas vezes andavam à porrada uns com os outros no que se desenvolveu mais tarde como artes marciais japonesas. Outras vezes (quando vinha ao de cima a parte mais enfeminada deles, ou quando já tinham levado porrada suficiente para uma semana) viravam-se para brincar com papel. Ora já todos conhecemos ou ouvimos falar de "Origami" (e se não ouvimos deviamos ter ouvido e deviamos ver mais filmes.. sim porque o melhor meio de nos cultivarmos é papar filmes a torto e direito e de preferencia com muitos japones a se chacinarem). Origami era a antiga arte de fazer bonecada (lá está, já era a base para a bonecada despida de hoje em dia) a partir de dobragens de papel. O cisnezito e barquitos que faziamos em pequenos dobrando papel provém desta técnica antiga japonesa (incluindo os aviõezitos de papel que voavam sempre de modo perfeito direitinhos aos chão). Entretanto algum japonês achou que apenas dobrando papel não conseguia fazer todo o tipo de coisas que queria (era mas é preguiçoso para tentar e queria era logo cortar) e então decidiu que ia cortar o papel. Daí nasceu o Kirigami. Fazer coisas giras em papel cortando e colando.

Livros e cartões "Pop-up"
Na realidade o meu objectivo com este post não era falar de toda a extensão das possibilidades de Kirigami mas sim de uma em especifico. Eu (e provavelmente alguns de vocês) quando era pequeno adorava ler aqueles livros em que ao abrirmos a proxima página a cena aparecia em relevo em 3 dimensões e, geralmente, podiamos fazer mexer as personagens puxando pequenas alavancas de papel, ou abrindo janelas, etc. Este conceito pode também ser aplicado a cartões de aniversário e casamento. Uma pessoa envia um cartão de melhoras a um doente com uma mensagem no exterior "Espero que te cures rápido..." e quando abre TCHAM!!! um caixão em 3d todo realista que dá para abrir e ver a foto da pessoa lá dentro, com montes de flores em relevo, e com a mensagem a dizer "... ou ainda acabas na caixinha!". As possibilidades são inúmeras. Os mafiosos também faziam algo do género mas não era com papel. Eram caixinhas com dedos de pessoas para servir de aviso. Mas o bonito é isso! É usarmos a nossa imaginação e criar sempre algo inovador.

Ideias... Ideias...
Se há algo que eu sei e que tenho a certeza é que não há nada que uma mãe ou uma namorada goste mais do que receber algo feito artesanalmente por nós. Se oferecemos um cartão a uma namorada feito integralmente por nós e se meteu tesoura e cola e afins ela derrete-se completamente (aos homens basta uma cerveja em que a tampa foi retirada artesanalmente pela mulher e trazida artesanalmente à sala no meio de um jogo de futebol). Por isso tomem este post como uma ideia de reavivarem a chama da relação e receberem muitos "miminhos". A ideia é criar um cartão em que o interior se desdobra todo ao ser aberto de modo a ficar uma cena 3d. Existem inúmeras técnicas e modos de fazer e vou no final deixar links para vários. Quanto mais jeito tiverem, ou paciência, melhor pode ficar o cartão. Podem usar fotos dos dois, podem usar outros materiais para colar, podem colocar partes moveis como os livros para crianças.
Ainda há pouco tempo oferecemos (eu e amigos meus) um cartão gigante (feito com uma cartolina dobrada ao meio) em que ao abrir aparecia uma cena a simular o fundo do mar, com vários "níveis" de rochas em relevo e com uma sereia no meio com a cara da aniversariante (isto porque a prenda era um baptismo de mergulho).

Links
http://www.technologystudent.com/designpro/popup1.htm
http://www.enchantedlearning.com/crafts/popupcards/
http://www.ehow.com/how_12254_make-snowman-pop.html
http://www.makersgallery.com/joanirvine/howto.html

Tuesday, June 27, 2006

Estereogramas

Já estiveram na moda, já passaram de moda, mas continuam a ser fascinantes. Os estereogramas são o melhor e mais divertido exemplo de como o nosso cérebro está cá para ser enganado. Penso até, quanto tiver tempo, tomar conta do cérebro de todos os terrestres através de estereogramas. Mas a falta de tempo sabem como é.
Para quem não sabe, estereogramas são imagens que, quando olhamos de uma certa forma, nos dão a sensação de 3 dimensões. Isto sem ajuda de oculos especiais como nos filmes. Isto acaba por ter piada, porque está provado que o pessoal até é adepto destas "modernices". Viu-se bem a adesão do povo ao antigo filme "O monstro da lagoa negra" e as Das. Marias deste país revoltadas "Pronto! Já tá o raio do bicho aqui na sala a sujar isto tudo. Ainda hoje limpei a sala toda e vem-me este gajo pingar sangue praqui!!".
É um facto que os estereogramas têm pouca riqueza visual, visto que são imagens bem "ruídosas" e apenas nos dão a sensação da forma dos objectos, e não a sua côr ou textura. Mas quem quer saber? Desde que eu faça parte da "elite" de pessoas que consegue entortar os olhos e ver o raio da imagem (ou pelo menos fingir bem que consigo).
AH! Ainda não tinha dito, e alguns não sabiam. Pois. Para ver o raio das imagens é preciso entortar os olhos. Quem se treinou bem em miudo a entortar os olhos para fazer palhaçadas está meio caminho andando. Bem... na realidade é um pouco mais complexo. Existem algumas imagens que para observar basta entortar os olhos, mas a maior parte usa uma técnica mais "estranha" que consiste em focarmos os olhos no ponto que supostamente está no infinito, por trás do desenho. Explicar este conceito é que já é um verdadeiro desafio. O facto de nós "sentirmos" a distância até aos objectos e conseguirmos assim nos desviarmos das bostas do chão da rua (sim... eu tenho uma fixação por bostas), provém do facto de termos 2 olhos. Sim, o segundo olho não está cá para o caso de perdermos o outro, nem para podermos enfiar 2 dedos nos olhos. Os dois olhos estão ligeiramente separados (isto se vocês forem normais e esbeltos como eu) e essa pequena distância dá aos dois olhos uma ligeira perspectiva diferente sobre o que estamos a ver. O nosso cérebro pega nas duas e "calcula" a distância até aos objectos graças a ela. Os estereogramas o que fazem é fingir que temos ali duas imagens com uma perspectiva ligeiramente diferente e que juntas, no nosso cérebro, nos parecem uma só mas em que as várias partes dessa imagem estão a diferentes distâncias. No final de tudo só interessa como ver o raio das imagens.
Existem várias dicas de como ver um estereograma. Eu vou indicar a mais simples, e depois quem quiser vai procurar nos links que eu forneço. Ou então vão fazer outra coisa antes que vos salte os olhos da cara.

A ideia é olhar para o centro da imagem durante algum tempo e ir deixando os olhos relaxarem. O objectivo vai ser relaxar tanto os olhos que eles aos poucos começam a desfocar a imagem. Esse desfocar da imagem é o que se pretende. Com treino conseguimos deixar os olhos desfocarem mais e mais, como se estivessemos a ver através da imagem. A partir de um certo ponto conseguimos desfocar os olhos o suficiente para ver a imagem. É experimentar e treinar com a imagem que está ao lado. No inicio é dificil porque os olhos querem muito focar a imagem, porque é isso a que estão habituados. Mas como tudo, temos de treinar e treinar. Ou então espancar os olhos, mas eu não sou grande adepto.
Para quem quiser maltratar mais os olhos ficam aqui alguns links:
E para os maluquinhos dos jogos como eu, um mod para o quake 2 para jogarmos em modo de estereograma em tempo real:

Wednesday, June 21, 2006

O verdadeiro código Da Vinci

Numa altura em que está toda a gente eufórica (vulgo "com ela aos saltos") pela história (e para muitos quase uma nova religião) "O Código Da Vinci", encontrei na net algo curioso e, ao que parece um pouco vulgar, acerca de um quadro de Da Vinci. Quem leu o livro, ou quem apenas viu o filme (como eu:P), lembra-se certamente que uma das pistas estava escondida por trás do quadro "Madonna on the rocks". Existem na realidade duas versões deste quadro. A primeira (a que aparece no filme e que se encontra no Louvre), que foi encomendada pela "Confraternidade da Imaculada Conceição", foi rejeitada pelos mesmos porque o raio do quadro estava cheio de pequenas anomalias "anti-cristãs" que pareciam querer dar, subtilmente, um ligeiro significado alternativo ao quadro (raio do gajo pah!!! maluquinho dos códigos). Resultado: toca de ser obrigado a fazer outro quadro, desta vez bem comportadinho. Essa segunda versão encontra-se na National Gallery em Londres (onde estive eu e a minha "gaija" em dezembro passado, e vale realmente a pena). Entretanto, o pessoal da National Gallery, que tem de fingir que trabalha para não serem despedidos, divertem-se a olhar para os quadros o dia todo e, hoje em dia com alta tecnologia, a perscrutar (palavra que devia ser mais cara enviar em telegramas) os quadros com infravermelhos (reflectografia de infravermelhos... espero que não doa! Sim.. porque eu já fiz uma rectoscopia e já sei o que a casa gasta). Entretanto descobriram (tal como em outros quadros) que por baixo do quadro existe outra figura, do inicio de outro quadro que se destinava àquela tela. Naquele tempos as telas deviam ser caras. Hoje em dia até nas lojas dos chineses temos telas para pintar. Este tipo de "segredos" existem ao pontapé pelos quadros do Louvre e da National Gallery. Uma boa visita guiada leva-vos a Códigos Da Vinci, Códigos Van Gogh, Códigos a dar com um pau. E já está mais que visto que para consumir histórias romanticas sobre códigos, estamos cá nós.
Para quem quiser saber um pouco mais sobre o quadro, sobre as suas metáforas e sobre o desenho escondido, pode ir ao site da National Gallery .